Greve da Caixa no Acre chega a quase 20 dias e trabalhadores aguardam decisão do TST

Paralisação iniciada em 11 de setembro envolve 40% do efetivo; outros 60% permanecem em atividade após determinação do Tribunal Superior do Trabalho

A greve da Caixa Econômica Federal no Acre chega a quase 20 dias nesta terça-feira (29), com 40% do efetivo participando da paralisação. O movimento começou em 11 de setembro, por tempo indeterminado, e agora aguarda uma nova decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) sobre a continuidade da mobilização.

Segundo o Sindicato dos Bancários do Acre, a Caixa é o único banco que permanece em greve no estado. Enquanto 40% dos trabalhadores participam do movimento, os outros 60% continuam trabalhando, conforme determinação do TST. A entidade informou ainda que uma decisão prevista para esta terça-feira, em Brasília, pode definir os próximos passos da paralisação.

TST determinou manutenção de 60% dos funcionários em atividade

Na última sexta-feira (25), o Tribunal Superior do Trabalho determinou que pelo menos 60% dos funcionários da Caixa permaneçam trabalhando durante a greve. A medida deve ser cumprida em cada agência, de forma presencial ou remota.

Com isso, a paralisação continuou, porém com limitação sobre o percentual de empregados que podem deixar as atividades. No Acre, segundo o sindicato, o movimento segue dentro dessa determinação, com 40% do efetivo em greve.

Agora, a categoria acompanha a tramitação no TST. De acordo com o sindicato, uma decisão prevista para esta terça-feira (29) deve tratar da continuidade ou não da greve.

Caixa afirma que apresentou propostas durante negociação

Em nota divulgada na última quinta-feira (24), a Caixa afirmou que manteve diálogo com os empregados e com as entidades representativas durante as negociações.

Segundo o banco, diferentes propostas foram apresentadas ao longo do processo. Além disso, a instituição afirmou que as ofertas incorporaram demandas dos trabalhadores. Entretanto, as partes não conseguiram chegar a um consenso.

Diante do impasse, a Caixa informou que busca no TST uma solução institucional capaz de garantir, segundo a própria instituição, “segurança jurídica e previsibilidade” para as partes envolvidas.

Banco diz que cumprirá determinações da Justiça do Trabalho

A Caixa também afirmou que pretende manter o diálogo com os empregados durante o processo. Ao mesmo tempo, declarou que cumprirá as determinações estabelecidas pela Justiça do Trabalho.

Enquanto não há uma definição sobre os próximos passos, os trabalhadores no Acre mantêm a mobilização dentro do limite estabelecido pelo TST. Dessa forma, 60% do efetivo permanece em atividade, enquanto 40% participa da greve.

A greve da Caixa no Acre, portanto, chega a quase 20 dias sem uma solução definitiva. A categoria aguarda agora a decisão do TST para saber se o movimento continuará e em quais condições poderá prosseguir.

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