Corpo de Bombeiros combateu incêndios em Rio Branco e Cruzeiro do Sul. Em um dos casos, fogo atingiu cerca de 50 mil metros quadrados às margens da AC-405.
Dois incêndios no Acre atingiram áreas de vegetação em Rio Branco e Cruzeiro do Sul na terça-feira (1º) e mobilizaram equipes do Corpo de Bombeiros. As chamas avançaram próximo de residências, cercas e outras estruturas, enquanto os militares trabalharam para impedir que o fogo alcançasse áreas habitadas.
Em Rio Branco, o incêndio ocorreu no bairro Irineu Serra e atingiu uma extensa área de mata. Já em Cruzeiro do Sul, as chamas consumiram aproximadamente 50 mil metros quadrados de vegetação às margens da AC-405. Nos dois casos, os bombeiros levaram cerca de duas horas para controlar o avanço do fogo.
As ocorrências aconteceram em meio ao crescimento das queimadas no estado. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Acre registrou 487 focos em agosto, aumento de 769,6% em comparação com os 56 contabilizados em julho.
Incêndio mobiliza duas equipes em Rio Branco
No bairro Irineu Serra, em Rio Branco, o fogo já havia atingido uma grande área de vegetação quando os bombeiros chegaram.
Segundo a corporação, vários focos permaneciam ativos e as chamas ameaçavam cercas e estruturas próximas. Por causa da dimensão do incêndio, uma equipe que já trabalhava no local solicitou o apoio de outra guarnição.
Além disso, integrantes da Operação Fogo Controlado participaram do combate. Os militares precisaram acessar diferentes pontos pelas ruas da região para alcançar os focos espalhados pela área.
Durante o trabalho, as equipes utilizaram água e abafadores para conter as chamas. Depois de aproximadamente duas horas de atuação, os bombeiros conseguiram controlar o incêndio e reduzir o risco para as estruturas próximas.
Fogo atinge 50 mil metros quadrados em Cruzeiro do Sul
Em Cruzeiro do Sul, o segundo incêndio de grandes proporções começou no início da tarde, às margens da AC-405.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o fogo atingiu aproximadamente 50 mil metros quadrados, área equivalente a cerca de cinco hectares. As equipes encontraram chamas altas e intensas quando iniciaram o combate.
Nesse caso, uma das principais preocupações era impedir que o incêndio avançasse em direção a áreas habitadas e estruturas próximas.
Por isso, os militares concentraram os esforços na contenção das frentes de fogo. Após cerca de duas horas, a equipe conseguiu impedir o avanço das chamas para essas regiões.
Queimadas aumentaram mais de 760% em agosto
Os dois incêndios ocorreram em um período de forte crescimento dos focos de queimadas no Acre.
Dados do Inpe mostram que o estado contabilizou 487 focos em agosto de 2026. Em julho, por outro lado, foram registrados 56. Dessa forma, o número mensal aumentou 769,6%.
Além disso, somente no primeiro dia de setembro, outros 10 focos entraram nos registros.
Com os números de agosto e do início de setembro, o Acre chegou a 594 focos de queimadas em 2026. Apesar da forte alta recente, o acumulado ainda permanece abaixo do observado no mesmo período de 2025, quando o estado contabilizava 752 ocorrências.
Assim, os dados mostram dois movimentos diferentes: houve uma forte aceleração entre julho e agosto, porém o total acumulado do ano ainda está abaixo do registrado no mesmo intervalo do ano anterior.
Verão amazônico concentra período mais crítico
Agosto, setembro e outubro costumam concentrar a maior quantidade de queimadas no Acre. O período coincide com o auge do chamado verão amazônico, quando as condições mais secas favorecem a propagação do fogo na vegetação.
Nesse contexto, incêndios em áreas próximas de bairros, rodovias e comunidades aumentam a preocupação das equipes de emergência. Afinal, além dos danos ambientais, as chamas podem avançar rapidamente sobre propriedades e áreas habitadas.
As ocorrências registradas em Rio Branco e Cruzeiro do Sul exemplificam esse risco. Em ambos os municípios, os bombeiros precisaram atuar para impedir que o fogo alcançasse estruturas próximas.
Portanto, os incêndios no Acre registrados no início de setembro reforçam a atenção durante o período mais crítico das queimadas. Enquanto o estado entra nos meses que historicamente concentram mais focos, o Corpo de Bombeiros enfrenta ocorrências de grandes proporções e o Inpe registra uma forte aceleração das queimadas desde julho.







